sexta-feira, 14 de junho de 2013

ALUNO HOMOSSEXUAL É VÍTIMA DE SUPOSTO PRECONCEITO RELIGIOSO

Sex, 29 Mar. 2013 10:45 AM EST

 

Por Giana Guterres - Correspondente do The Christian Post.

 

Um adolescente de 17 anos alega ser vítima de preconceito religioso dentro da escola. A família do aluno homossexual acusa o diretor evangélico de ofensas sobre sua religião e orientação sexual. O adolescente está fora da sala de aula há 15 dias. O caso aconteceu em Boa Vista, capital de Roraima.

 

Para a família do jovem, ele sofreu preconceito dentro da escola por ser negro, adepto do candomblé e por ser homossexual. Apesar de estar sem ir à escola há duas semanas, a Secretaria Estadual de Educação afirmou que a vaga dele está garantida. A mãe do garoto, Maria Esternaide Oliveira dos Santos, relatou ao G1 que o filho chegou atrasado à aula e estaria com o celular em mãos, enquanto a professora dava a aula. Ao ser chamado a atenção, ele a chamou de “louca e desqualificada”.

Ao ser encaminhado, para o diretor, a reportagem destacou que ele é evangélico e por isso teria citado trechos da Bíblia para o aluno. O diretor da escola pública responsável nega as acusações. Américo Leal falou sobre a situação para o G1: “Ele xingou a professora na minha frente e disse que ela era louca. O aluno merecia uma advertência, mas preferi conversar”. A família assinou uma ata na escola que relata todas as ocorrências sobre o caso. Por temer pela segurança do adolescente, a família optou pela transferência de escola. O Conselho Tutelar já está averiguando o caso, registrado no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente. 

A Secretaria Estadual de Educação e Desportos (SEED) está tomando todos os procedimentos para a situação e um parecer será dado após a conclusão das investigações. Uma pesquisa do Ministério da Educação mostrou que 99,3% das pessoas que tem relação com o meio escolar têm algum tipo de preconceito e que mais de 80% desejariam manter distanciamento social de pessoas com deficiência, homossexuais, pobres e negros. Os dados também revelaram que 96,5% possuem preconceito em relação a deficiências e 94,2% na questão racial.



Reportagem retirada na íntegra:



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