09/08/2013 - 18h10min
Tatiani Magalhães
Agência AL
Evento foi realizado pelo Capacit, em parceria com a Assembleia Legislativa.
FOTO: Lucas Gabriel Diniz/Agência AL.
Aprofundar as discussões sobre a inclusão profissional da pessoa com
deficiência e suas implicações atuais relacionadas ao contexto social,
legal e ético. Com essa proposta, foi realizado nesta sexta-feira (9) o V
Seminário de Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho,
no Centro de Eventos de Itajaí. De iniciativa do Centro de Apoio
Profissional, Acompanhamento e Inclusão no Mercado de Trabalho
(Capacit), o evento contou com a parceria da Assembleia Legislativa, por
meio da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, e da
Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Representando o presidente da comissão, o deputado José Nei Ascari
(PSD), Janice Steidel Krasniak, coordenadora do colegiado, salientou que
o Parlamento catarinense, após receber várias reivindicações referentes
ao tema, criou, a partir da Resolução n° 6.7/2003, o Programa Alesc
Inclusiva, que tem como propósito a contratação de pessoas com
deficiência para estágios no Legislativo. “A principio, o contrato será de um ano, renovável por mais um ano, se
houver interesse de ambas as partes. Essa é uma conquista em parceria
com o Coned e a Fundação Catarinense de Educação Especial. Queremos
tornar a Assembleia Legislativa de Santa Catarina referência no modelo
de inclusão da pessoa com deficiência”, revelou.
Presente no seminário, o presidente da Comissão de Saúde, deputado
Volnei Morastoni (PT), destacou a importância do Legislativo estar
integrado às entidades da região do Alto Vale de Itajaí que atuam nessa
causa. “Cada vez mais aproximamos esse debate, que está no contexto dos
direitos humanos e do direito da pessoa com deficiência, especialmente o
direito de acesso ao trabalho. Apesar do preconceito, iniciativas como
essa vêm mostrando à sociedade em geral a importância da inclusão e,
assim, vamos vencendo barreiras”, destacou.
Trabalho de conscientização
Ao fazer uma breve explanação do programa Capacit, a psicóloga Bianca
Menezes falou sobre a importância do evento, ressaltando que a cada ano é
realizado o seminário com o proposito de aprofundar a questão da
inclusão, avaliando o trabalho das empresas na contratação e capacitação
da pessoa com deficiência no ambiente de trabalho. Só em Itajaí,
conforme Bianca, 250 pessoas nessas condições estão empregadas.
Segundo ela, o programa, que existe há 14 anos, apoia a sociedade e as
empresas que oferecem oportunidades de trabalho. “Ao longo desses anos,
promovendo a sensibilização, por meio de palestras, obtivemos grandes
resultados. A partir da informação, que abre a oportunidade para essas
pessoas, as empresas estão contratando mais os deficientes, não apenas
para cumprirem a cota determinada por lei, mas por acreditarem mais no
potencial delas”, avalia.
Cidadania
Na palestra “Emprego Apoiado: Quem precisa dele?”, o psicólogo
Alexandre Betti revelou que as pessoas com deficiência, ao serem
inseridas no mercado de trabalho, “passam a ter a percepção delas
mesmas, mudando sua forma de viver. Elas passam a se sentir mais
imponderadas, sentindo-se cidadãs, deixando de ser apenas aquele ser
excluído do mundo”.
Para ele, é visível a satisfação das pessoas ao se sentirem produtivas e
especialmente incluídas na sociedade, é muito maior do que a satisfação
obtida com o recebimento do salário. “O convívio com outras pessoas faz
a pessoa com deficiência se olhar no espelho e perceber que é igual aos
outros, independente da sua limitação. O trabalho para um deficiente
representa autoestima e principalmente qualidade de vida”, pontua. O seminário em Itajaí teve ainda com a mesa redonda “Utopia ou
Realidade”. Entre as atrações culturais, houve a apresentação do Grupo
de Teatro Capacit. Todas as atividades tiveram tradução para a Língua
Brasileira de Sinais (Libras).
Reportagem retirada na íntegra:
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