27/10/2013 - 12h40 - Atualizado em 27/10/2013 - 12h41.
Do G1/SE.
Longos enunciados foram apontados como obstáculos.
Ele espera processo de redação seja igual ao de concursos que já prestou.
Aleanderson quer fazer o
curso de história
(Foto: Marina Fontenele/G1)
O radialista e professor de informática, Aleanderson
Augusto Rodrigues Oliveira, 35, é portador de deficiência visual e está fazendo
o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela primeira vez, com o objetivo de testar seus
conhecimentos, para que futuramente possa tentar o curso de história. “Eu
comecei a estudar para o Enem esse ano e sozinho, através do computador com
programas de acessibilidade”. Sozinho, ele chegou
cedo ao Colégio Estadual Governado Valadares, no bairro Cidade Nova, em
Aracaju, para se organizar e aguardar com calma o momento da entrada para o
segundo dia de provas do Enem.
Segundo
Aleanderson, as provas estão sendo realizadas com ajuda de um leitor. “Embora
eu saiba o braille, com o leitor é mais rápido, já que os enunciados são muito
extensos. O único agravante é que tenho que ouvir o enunciado e as opções, o
que corta um pouco o raciocínio. Se as questões fossem mais objetivas seria bem
melhor”, destacou o estudante. Ele revelou ainda,
que a rotina deste domingo deve ser um pouco diferente já que a redação exige
uma ajuda da figura do leitor quanto a acentuação e pontuação. “Quando faço
concurso costumo falar o texto e o leitor vai pontuando. Não sei como será no
Enem, mas se for igual aos concursos espero que a pessoa tenha um bom
conhecimento de língua portuguesa”, finaliza.
Reportagem retirada na íntegra:

Nenhum comentário:
Postar um comentário