Alexandre Saconi, Filipe Albuquerque, Gustavo Heidrich, do R7*
Mais de 620 mil crianças deficientes já estudam em classes regulares no Brasil
Em 1998, apenas 13%
dos alunos deficientes frequentavam classes regulares no Brasil. A imensa
maioria estava em instituições como as Apaes (Associações de Pais e Amigos de
Excepcionais) e o Instituto Pestalozzi, especializados no atendimento exclusivo
de crianças e adolescentes deficientes.
O caminho aberto por legislações e documentos como o ECA (Estatuto da Criança e
do Adolescente), a Declaração Mundial de Educação para Todos, a LDB (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação) de 1996 e a Convenção sobre os Direitos das
Pessoas com Deficiência da ONU (Organização das Nações Unidas) reverteu esse
quadro.
Em 2012, dos mais de 820 mil alunos deficientes no Brasil, 75% (620 mil) já
estavam em classes regulares, convivendo com alunos sem deficiência, segundo
dados do Censo Escolar do Ministério da Educação.
Silvia
Ruiz, mãe do autista Tom Ruiz Garcia, de três anos, defende a inclusão, mas
cobra qualidade e preparo das escolas para receber os alunos deficientes.
— Para mim este assunto não tem nem discussão. É um direito que toda criança
tem e não pode ser negado. O Brasil assinou a Convenção sobre os Direitos das
Pessoas com Deficiência da ONU, que prevê a inclusão de todas as crianças em
escolas regulares.
Ela lembra que a busca para encontrar uma escola que aceitasse seu filho foi
difícil.
— Nenhuma escola quer receber uma criança com autismo, ou com qualquer
deficiência, porque isso implica em ela ter que se adaptar. Precisa fazer mudanças,
mudar a maneira de atender, rever suas políticas internas. A desculpa sempre é
a mesma: “Nós não estamos preparados, procura outra escola que esteja”. A
escola é obrigada não só a aceitar como dar todas as condições necessárias.
* Colaborou Jéssica Rodrigues,
estagiária do R7
Evolução das matrículas em salas exclusivas de educação especial
Quantidade de alunos no ensino especial privado é maior que no público
Fonte: MEC/Inep/Deed
Reportagem retirada na íntegra:

Nenhum comentário:
Postar um comentário